Pesquisar este blog

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Semana Polar Internacional na Escola Odão

Hoje, dia 18 de setembro, alunos e professores do Ensino Médio do Instituto Estadual de Educação Odão Felippe Pippi  participaram da web conferência direto do site da X Semana Polar Internacional. 

O público pôde conferir a palestra "A importância da divulgação da ciência para as redes e colaborações" e também assistiu a vídeos referentes às pesquisas feitas nos Polos e como estas podem contribuir no conhecimentos dos alunos.



A participação dos alunos nesta web conferência organizada pela APECS foi de grande valia, pois não só experimentaram uma forma diferenciada de comunicação online, como também pela oportunidade de debaterem, trocarem ideias e se questionarem por que devem se preocupar com as questões polares se vivem em um país tropical.  O debate entre alunos e professores foi muito interessante, pois foi notório que esse assunto suscitou a curiosidade e fez com que assuntos relacionados a nossa realidade fossem levantados: temperaturas alteradas ao longo das estações do ano, teorias do aquecimento e resfriamento global, uso de agrotóxicos, consequências do uso dos transgênicos, benefícios do consumo de alimentos orgânicos, poluição, entre outros. 

Professoras Cassandra Patias (tecnologia), Laís Madrid (Biologia) e Irena Bielohoubek (Física)

Antes da realização dessa web conferência, os alunos realizaram pesquisas em sala de aula sobre as questões polares relacionadas com as disciplinas de Biologia e Física, na medida em que puderam debater e discutir sobre o que já sabiam e o que descobriram após essas atividades. Textos como "A estatística e as mudanças climáticas" e "Evolução, extinção e o equilíbrio da Terra" retirados do Jornal Mundo Jovem (maio de 2010) foram uma das diversas fontes de pesquisa oferecida aos alunos.



Por Laís Madrid
Professora de Biologia

Fontes:
pesquisa,Polar,aquecimento

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Seres da Minha Natureza de volta! E como o tempo passou...

Você já ouviu falar na Semana Polar Internacional? Pois esta é a oportunidade de você saber um pouquinho desse importante evento que envolverá alunos, professores e cientistas, tendo o objetivo de despertar o interesse para a Antártica e o Ártico e, principalmente, fazer com que a população conheça a importância da pesquisa no país, não apenas a ciência polar. 

X Semana Polar Internacional


17 a 21 de Setembro de 2013


Estamos aqui para divulgar um importante evento: é a X Semana Polar Internacional (SPI). A realização da X Semana Polar Internacional (SPI) tem como objetivo despertar o interesse de alunos e professores de escolas de todo o Brasil para a ciência e dos pesquisadores em início de carreira sobre a importância das atividades de Divulgação, Popularização e Comunicação da Ciência junto a sociedade. Este evento está sendo realizado continuamente há 5 anos e integra cientistas e escolas de todo o Brasil e exterior por meio de palestras, sugestões de atividades práticas e tutorial para desenvolvimento de atividades em sala de aula. Nesse sentido, pretende-se estabelecer um amplo fórum de discussão sobre Divulgação, Popularização e Comunicação da Ciência envolvendo comunidade em geral e cientistas, desmistificando a ciência e aproximando alunos, professores e cientistas.

No Brasil já foram realizadas VIII Semanas Polares Internacionais, sendo que, durante a última SPI, realizada em Setembro de 2012, a APECS-Brasil em conjunto com a APECS-Portugal, APECS-Espanha e APECS-internacional realizou palestras via Skype com pesquisadores do Brasil, de Portugal e da Espanha para os alunos do Brasil e os pesquisadores brasileiros também fizeram palestras para alunos de Portugal. Também foram realizadas palestras presenciais. Participaram diretamente mais de 3000 alunos de Norte a Sul do Brasil, incluindo escolas da Amazônia, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul. Foram reunidos mais de 30 cientistas e mais de 20 escolas, o que despertou também o interesse da mídia que divulgou em diversos pontos as atividades e a importância da pesquisa. 

Entre os principais objetivos encontra-se a transmissão direta das atividades às escolas previamente cadastradas de todo o Brasil, especialmente para alunos dos anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio e seus professores! E olha o que é o mais legal de tudo: a transmissão será feita pela internet, então a escola só precisará ter um computador com acesso a internet para acompanhar as conferências! É a tecnologia e a ciência adentrando no espaço escolar para enaltecer o conhecimento dos alunos e, em contrapartida, dos professores!

Você ficou interessado? Quer saber mais? Então acesse: X Semana Polar Internacional

Mas... por que discutir sobre a Antártica e o Ártico se moramos no Brasil? Por que cientistas do mundo todo e do Brasil (e também nós, professores, alunos, cidadãos) preocupam-se com essas regiões do planeta? Por que são tão importantes? O que os meios de comunicação mostram em relação a isso? O Planeta Terra é um lugar equilibrado, onde todas as espécies convivem em harmonia, ou cada vez mais vemos destruição e extinção?

Gostaria muito da opinião de vocês sobre essas questões! Reflitam e comentem! ;)

Laís Madrid
Professora de Biologia
Fonte:

domingo, 11 de novembro de 2012

Feira de Ciências na escola: valorizando as aprendizagens do aluno

Para valorizar a aprendizagem dos alunos, nada melhor do que mostrar seus trabalhos em um evento na escola! Isso valoriza os alunos, os professores, a escola e incentiva todos a buscarem o conhecimento.
Olá, amigos!

Nos últimos dias, os alunos fizeram alguns trabalhos sobre o que estávamos vendo e aprendendo em sala de aula. Essa semana os alunas da 6ª série participaram da FECIT (Feira de Ciências e Tecnologia) que aconteceu no Colégio Estadual Missões e puderam expor o que aprenderam em aula, com muita dedicação e carinho.

Trabalhos expostos na FECIT: 
                                            A cobra-mole


 Essa aí é a representação da cobra-mole (Atretochoana eiselti), já divulgada aqui no Blog, onde os alunos descobriram que ela, na verdade, não é uma cobra (cobra é um gênero de réptil), e sim, um anfíbio com formato de cobra. Os alunos usaram material alternativo para construí-la e contaram a história dela para os visitantes da Feira.


O Dragão-de-Komodo

 O Dragão-de-Komodo (Vanarus Komodoensis) foi um dos assuntos mais comentados em sala de aula, causando muitas discussões a respeito desse réptil ser ou não venenoso. Também já foi assunto aqui no Blog, visto que os alunos pesquisaram no mesmo para poderem fazer o trabalho. O grupo utilizou argila para montar o Dragão-de-Komodo e usou um tipo de geleia chamada Amoeba para representar a "baba" dele.

Marili Carnelutti, umas das componentes do grupo, mostrando o trabalho.

O Lagarto Jesus Cristo
 
Este réptil também foi um assunto que os alunos gostaram muito de estudar. O Lagarto Jesus Cristo (Basiliscus basiliscus) recebeu esse nome pelo fato de andar sobre as águas! Isso instigou os alunos a investigarem sobre esse fenômeno, onde descobriram que isso ocorre porque bolhas de ar surgem embaixo de suas patas posteriores enquanto tocam a água, o que faz o lagarto "andar" sobre a mesma. E ele não faz isso sempre: faz quando sente-se ameaçado por algum predador que esteja muito próximo.
Nesse trabalho, os alunos fizeram uma maquete representando o habitat do lagarto. Usaram um réptil de brinquedo para representar o lagarto.

Mateus Maia, Luana da Silva, Vanessa de Abreu, Gabriel Politowski e Guilherme Reis na FECIT, mostrando o trabalho do Lagarto Jesus Cristo.

O Monstro-de-Gila
Este é o Monstro-de-Gila (Heloderma suspectum) que, até certo tempo atrás, acreditava-se ser o único lagarto venenoso existente no mundo, mas hoje sabemos que o Dragão-de-Komodo também possui veneno, tão potente quanto a do Monstro de Gila. Sua mordida não é seca e sempre que morde, inocula o seu veneno. Gosta de se alimentar de ovos e de animais recém nascidos.
O grupo confeccionou uma maquete representando o habitat do réptil, onde as alunas observaram que ele vivem em locais que não possui muita vegetação.

 Gabriela Bolfe, Milena de Medeiros e Eduarda dos Santos mostrando a maquete com o Monstro-de-Gila.

Monstro-de-Gila confeccionado com massa de modelar.

Lembram do Bob Esponja?

Essa é uma representação do grupo de animais invertebrados chamados Poríferos, ou Esponjas. Os alunos do 2º ano, turma 205, fizeram trabalhos sobre os Poríferos e este acima é um deles. O grupo fez uma esponja, mostrando as suas partes características e, ao mesmo tempo, ele lembra o personagem Bob Esponja, tão famoso e muito lembrando nas aulas de Biologia!


Enquanto que o Bob Esponja representa um único indivíduo, estas esponjas acima formam uma colônia. O grupo representou muito bem, utilizando espumas, isopor e figuras de animais marinhos para tornar a maquete mais real. As esponjas verdes são muito lindas e não pensem que elas não existem, pois existem! Elas já foram postadas anteriormente aqui no Blog, confiram!

Estes poríferos são também uma colônia feita de argila sobre uma base. Mostra a parte interior do animal, o átrio ou espongiocele, e também o ósculos e os poros.

Todo trabalho realizado com os alunos deve ser valorizado! Acredito que isso faz a diferença na aprendizagem e na valorização dos mesmos e também teremos a certeza de que é um incentivo para que possam realizar trabalhos posteriores!

Por Laís Madrid
Professora de Biologia
Lagarto Jesus Cristo,Monstro de Gila,esponjas

sábado, 20 de outubro de 2012

Entre esponjas de banho e esponjas do mar: os segredos dos poríferos!

As esponjas são consideradas os animais mais antigos que surgiram em nosso planeta. Também chamadas de poríferos por possuir o corpo coberto de poros, são animais aparentemente simples, pois não se locomovem, porém, são pulsantes, em nível celular. Você pode se surpreender com elas!


Olá, amigos do Seres da Minha da Natureza!


Quando se ouve falar em esponjas, com certeza, a maioria dos alunos faz uma relação de semelhança com o personagem Bob Esponja. Afinal, ele é um animal que vive no mar e se relaciona com outras espécies, como o Lula Molusco. Porém, será que ele tem as verdadeiras características de uma esponja?


A resposta para essa questão é: depende do ponto de vista. Se eu quiser compará-lo a uma esponja sintética, ou seja, como essas que usamos para lavar louças, podemos dizer que SIM, por causa do seu formato retangular. Agora, se eu quiser compará-lo a uma esponja-do-mar... SIM e NÃO; SIM porque ambos são animais aquáticos; NÃO porque o Bob Esponja é um animal que possui a capacidade de se locomover, já a esponja-do-mar é imóvel, vivendo fixa no fundo d'água, além de não possuir boca, olhos, cabeça, entre outras partes do corpo. Porém, acredito que esse personagem contribui muito nas aulas de Ciências, pois faz os alunos refletirem sobre as questões acima.
Bom, já que as esponjas-do-mar não se locomovem e, ainda por cima, não possuem olhos, boca e cabeça, como podem ser consideradas animais?

Os poríferos são animais invertebrados, que possuem um corpo bem simplificado, com uma fina estrutura externa cheia de furinhos microscópicos (os poros) e uma abertura grande na ponta, chamada de ósculo. Não possuem sistema nervoso, músculos e nem órgãos internos. São animais que não possuem tecidos verdadeiros, ou seja, são um aglomerados de células, onde cada uma exerce uma função específica. Por apresentarem características tão diferentes de outros animais e por não reagirem a estímulos externos é que os poríferos foram classificados primeiramente como sendo plantas, devido ao seu comportamento séssil, isto é, de pouco movimento.

Foi Aristóteles quem classificou as esponjas como plantas, na Grécia Antiga, mais ou menos em 350 a.C. Nesta época também começou a utilização de uma espécie de esponja para esfregar a pele durante o banho, método usado até hoje, mesmo com a industrialização de esponjas artificiais. A classificação no reino animal só se deu no séc. XVIII, depois dos poríferos terem sua fisiologia estudada e reconhecida como sendo a de um animal.

E as esponjas são mais antigas do que se imagina. O fóssil mais antigo encontrado de um porífero foi datado como pertencente à Era Neoproterozoico, aproximadamente 600 milhões de anos atrás. A partir desta descoberta, pode-se dizer que a esponja é o primeiro animal a ocupar o planeta Terra.
Mesmo parecendo muito diferente dos demais animais, possuem traços básicas que a definem como tal. Suas células mantêm-se unidas em parte graças a uma proteína que é comum a todos os animais: o colágeno. Esta proteína garante a sustentação das esponjas.
Elas também possuem algo muito interessante: podem viver isoladamente ou em colônias, mas sempre fixas a um substrato. Mas, se vivem fixas, como se alimentam?

Conforme a figura ilustrada acima, as esponjas filtram o alimento através dos poros que possuem em grande quantidade em seu corpo. Então, eles seguem um longo trajeto através da parede da esponja junto com a água, até chegar na espongiocele ou átrio, ou seja, a cavidade interna do animal, para, finalmente, os restos serem eliminados com a água através do ósculo. Na verdade, a esponja bobeia água a todo momento, precisando bombear uma tonelada para conseguir filtrar 30 gramas de alimento!

Você consegue imaginar uma esponja se alimentando? Veja o vídeo abaixo:


IMPORTANTE: Não confunda os poríferos com as esponjas vegetais, que são comercializadas como esponjas de banho. Estas são de origem vegetal e são terrestres, sendo classificadas no reino das plantas! Veja uma figura abaixo:

Por Laís Madrid
Professora de Biologia
Fontes de pesquisa:



esponjas,invertebrados,Bob Esponja

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Professores e corujas: o sábio da educação e o sábio da natureza

Corujas são consideradas o símbolo da sabedoria e também é usada como o símbolo da educação. Contudo, muitos a consideram como um animal que traz má sorte, ou seja, dá azar. Até que ponto isso é verdade?

Olá amigos!

Hoje, dia 15 de outubro, é o Dia dos Professores e eu, como professora, não poderia deixar passar em branco essa data. Lembrei do dia da minha formatura do curso de Magistério, das colegas felizes, da toga, do símbolo que havia no chapéu... uma coruja! Logo lembrei que a coruja é o símbolo de quem se forma na área de Licenciatura, os professores! Mas, por que será?
Pensando nisso, acabei lembrando também que, alguns dias atrás, descobri que tenho um colega com fobia de corujas! Isso mesmo! Ele afirma que, quando uma se aproxima da casa dele, algo de muito grave ocorre com as pessoas moradoras do bairro. 
O fato é que nada está provado que essa ave seja de mau agouro. Ao contrário do que muitos pensam, a coruja é sinal de sabedoria! 


Pesquisando sobre isso, descobri que os gregos consideravam a noite como o momento do pensamento filosófico e da revelação intelectual e a coruja, por ser uma ave noturna, acabou representando essa busca pelo saber. Há ainda uma outra explicação para tal relação. Com seus olhos grandes e desproporcionais, a coruja se tornou também símbolo da feiura. Numa língua nórdica antiga, ela era chamada de ugla, palavra que imitava o som emitido pela ave e que daria origem ao termo ugly, "feio" em inglês. "Assim, a coruja segue o estereótipo do sábio, que geralmente é tido como alguém mais preocupado com as divagações interiores que com a aparência externa", diz o helenista (estudioso da civilização grega) Antônio Medina Rodrigues, da Universidade de São Paulo (USP). 

Mas não foi em todas as culturas que o animal se transformou em símbolo de inteligência.
No Império Romano, por exemplo, a ave era considerada agourenta e seu canto anunciaria a proximidade da morte. Concluí por essa pesquisa que meu colega com fobia de corujas, sendo professor de História, deve ter lido muito sobre a cultura romana e a relacionou com os fatos que ocorreram em sua vida, incorporando ao seu dia-a-dia, o que explica esse medo com relação a essa ave. Sei que ele recebeu de presente uma corujinha de gesso esses dias... ele ficou branco de tanto medo, coitado! Mas enfim, acreditar que um animal possa trazer azar é ignorar a verdadeira magia da natureza. Nenhum ser vivo faz mal, tudo isso é crendice popular. Não faça mal a nenhum animal só porque existem essas crenças! Ame a todos os animais pois eles merecem nosso respeito!


Por Laís Madrid
Professora de Biologia
coruja,professor,ave

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Répteis exóticos: os camaleões e suas variadas cores

Camaleões são conhecidos pela sua forma exótica de se disfarçar na natureza, que é mudando de cor. Mas a causa dessa mudança se dá por qual motivo?

Olá, queridos amigos!

O mundo animal é cheio de coisas interessantes e, toda vez que pensamos saber mais sobre um assunto, logo surgem mais dúvidas sobre o mesmo. Afinal, a natureza não é estática; de tempos em tempos, espécies se extinguem, mas outras surgem, porém, muitas vezes, estas nem chegam a ser descobertas e identificadas.

Falando sobre novas espécies, foi descoberto o Brookesia micra, uma espécie de camaleão que habita Madagascar. Esse réptil passa despercebido pelos cientistas, pois o camaleão mede nada mais do que 3 centímetros, ou, podemos compará-lo a uma moeda de um Real. Por isso, os cientistas não tinham a menor ideia de que ele existia e ele é considerado um dos menores répteis do mundo.


Depois de realizar testes genéticos na espécie, o especialista Ted Townsend, da Universidade de San Diego, disse que o tamanho sugere que esse camaleão pode ter evoluído em Madagascar a partir de ancestrais pequenos, bem diferentes dos camaleões maiores e mais coloridos que nós conhecemos hoje.

E, por falar em cores, muito se fala sobre os camaleões mudarem de cor de acordo com ambiente. Que é fato eles mudarem de cor, todos sabem, mas como isso acontece?


Em muitos répteis, a coloração é determinada por biocromos (pigmentos ou substâncias que originam cores nos seres vivos) em células vivas. Os biocromos podem estar em células na superfície da pele ou em células em níveis mais profundos. Estas células em níveis mais profundos são chamadas de cromatóforos. Um cromatóforo pode estar envolvido por um músculo do animal, podendo este se contrair ou expandir. Dependendo do movimento que o músculo fizer, as cores que os cromatóforos possuírem ficam evidentes ou "escondidas". O interessante é que a mudança na coloração da pele é justificada pelo seu estado de humor, da luz ou da temperatura ambiente, podendo ajudá-lo, realmente, a confundir-se com os objetos do meio em que vive. Mas essa não é uma ocorrência frequente, e sim ocasional.

E, para os mais curiosos, aqui vão algumas informações sobre esse réptil:
  • Possui a capacidade de movimentar os dois olhos independentemente e também de enrolar a cauda para se agarrar;
  • Sobe com facilidade em árvores e corre rápido no chão;
  • De hábitos diurnos, costuma ao amanhecer colocar-se ao sol para caçar todo o tipo de insetos, como gafanhotos e outros artrópodes;
  • No período reprodutivo, os machos descem dos arbustos para encontrar uma companheira. É uma espécie ovípara, e as posturas variam entre 30 e 40 ovos, que são depositados no solo;
  • Na simbologia africana, o camaleão é um animal sagrado, visto como o criador dos primeiros homens. Nunca é morto, e quando é encontrado no caminho, tiram-no com precaução, por medo do trovão e do relâmpago.
Por Laís Madrid
Professora de Biologia

Fontes de Pesquisa:
National Geographic
Revista Galileu
EFECADE
How Stuff Works
Arco Íris Sabores
Blog da Folhinha - Folha UOL
Pet Friends
réptil,Madagascar,cor

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Tartarugas, jabutis e cágados: afinal, qual é a diferença?

Tartarugas, jabutis e cágados costumam confundir a cabeça das pessoas. Afinal, são todos iguais ou existem diferenças significativas entre esses quelônios que podem chegar a um século de vida?

Olá amigos do Seres da Minha Natureza!


Antigamente, na cidade onde moro, Santo Ângelo (RS), havia algumas espécies de répteis que ficavam num lago da Praça Pinheiro Machado, mais conhecida como Praça da Catedral, ou, por causa da presença de um casal de jacarés, por Praça dos Jacarés. Lembro-me muito bem disso, pois, quando criança, passava pela praça para observar os animais toda vez que ia para a escola, o Colégio Estadual Onofre Pires (situado em frente a Praça). O lago também possuía espécies de tartarugas que, muitas vezes, pareciam que eram ELAS que nos observavam quando colocavam suas cabeças para fora d'água. Eu achava muito engraçado quando elas faziam isso com a cabeça!
Porém, com a reforma que a Praça passou tempos atrás, os animais foram retirados por orientação de órgãos ambientais. Mas, com certeza, as lembranças ficam e venho aqui relembrar essa fato da minha cidade para começar a falar de uma questão que confunde muito a cabeça das pessoas: afinal, tartarugas, jabutis e cágados são a mesma coisa?

Mas, primeiro: o que são Quelônios?

Quelônios são uma das ordens dos Répteis, na qual possuem uma carapaça na parte de cima (dorsal) e um plastrão embaixo (ventral), servindo de proteção. Com isso, as tartarugas, os jabutis e os cágados são répteis que pertencem a ordem dos quelônios. A maioria das diferenças entre esses animais se refere ao habitat dos mesmos. Confiram abaixo:

As tartarugas

Esses quelônios são animais aquáticos, ou seja, podem habitar água doce ou salgada. É por isso que seus pés possuem a forma de nadadeiras. O tamanho e o peso variam bastante; há espécies com mais de 200 quilos!
As tartarugas possuem o pescoço mais curto em relação aos cágados; por isso, elas recolhem seu pescoço para trás, enquanto que os cágados precisam dobrar para o lado antes de recolhê-lo. 

Os jabutis

São unicamente terrestres, sendo encontrados em florestas e campos. Por viverem no chão, possuem as patas adaptadas para andar, lembrando as patas dos elefantes, tendo os cinco dedos unidos até a unha, que é bem grossa. O pescoço é sempre recolhido para trás, como nas tartarugas. Sua carapaça é alta e arredondada. São onívoros, ou seja, alimentam-se de frutas, verduras, pequenos invertebrados e às vezes de material em decomposição. Podem medir cerca de 35 a 45 centímetros de comprimento.


Os cágados

Vivem tanto na água quanto na terra, podendo habitar água doce de rios, lagos e lagoas. Em seus pés, encontram-se cinco dedos ligados por membranas para facilitar a natação. A carapaça é achatada para o mesmo objetivo. O tamanho pode variar de 15 a 30 centímetros de comprimento. Os cágados recolhem o pescoço lateralmente, ou seja, precisam dobrá-lo antes de recolhê-lo. Sua alimentação varia com a espécie de cágado, podendo ser vegetarianos ou carnívoros.
Por Laís Madrid
Professora de Biologia
Fontes de Pesquisa:
tartarugas,jabutis,habitat

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Dragão de Komodo e sua saliva letal: fato ou mito?

O Dragão de Komodo causa espanto por lembrar do mito dos possíveis dragões que habitaram nosso planeta, ainda mais porque este tem a saliva letal.

Olá amigos!!


A cada dia que passa, percebo que os alunos ficam fascinados quando levamos a eles informações sobre animais estranhos, com características que não são comuns nos demais animais. 
Em minha última aula sobre os répteis, surgiram falas sobre um bicho muito diferente dos que estamos acostumados a ver em nosso cotidiano: o Dragão de Komodo!


Nas duas turmas de 6ª séries que atuo, ambas fizeram a mim a mesma questão: "é verdade que a saliva deste animal é venenosa?"
Pois bem, segundo o que se tinha conhecimento, a saliva do Dragão de Komodo (Vanarus komodoensis) contém bactérias com alto grau de patogenia, ou seja, capazes de causar doenças no animal que o mesmo atacar. Na saliva há entre 50 e 80 tipos de bactérias. Tantas bactérias entrando na corrente sanguínea numa mordida são sinônimo de infecção e morte. Algumas destas bactérias são: Staphylococcus sp, Providencia sp, Proteus sp e Pseudomonas sp.


Mas o que realmente impressiona é que as vítimas geralmente não resistem ao seu ataque, e, se não morrem no mesmo dia, acabam sucumbindo dias depois. Porém, segundo os especialistas, estes achavam que era improvável uma infecção bacteriana ser capaz de matar um animal em 1 ou 2 dias apenas. Com isso, verificou-se que não são as bactérias as responsáveis por isso, e sim, que o Dragão de Komodo realmente possui veneno!

De acordo com Stephen Wroe, da Universidade de New South Wales, na Austrália, um dos estudiosos sobre essa nova descoberta, “a ideia de que este animal mata por meio de bactérias orais está errada. O dragão tem veneno. Durante a evolução, ele modificou suas glândulas salivares de modo a produzir agentes hipertensivos e anticoagulantes que, combinados com adaptações cranianas e dentárias específicas, permitiu que pudesse matar animais maiores por meio de hemorragias fulminantes”.


Depois de extirparem a glândula de veneno de um dragão doente em um zoológico, os cientistas usaram espectrometria de massa para obter um perfil químico do veneno. Descobriram que a toxina tem semelhanças com as do Monstro-de-gila (Heloderma suspectum) e de diversas serpentes. O veneno causa uma grande perda de pressão sanguínea na vítima ao dilatar os vasos sanguíneos e evitar a coagulação na área atingida, levando a presa a um estado de choque.

Aqui vão algumas características do Dragão de Komodo:
  • Podem pesar até 250 kg e medir 3 m de comprimento, na idade adulta;
  • Os machos são maiores que as fêmeas. Mas ambos têm corpo resistente e forte, cauda comprida e patas curtas, com cinco garras poderosas em cada uma. São próprias para rasgar a carne de suas vítimas.
  • A boca é equipada com dentes de 2 cm de comprimento, pontiagudos, serrilhados e voltados para trás
  • Têm língua bifurcada, usada para "sentir" o ambiente que os cerca. A língua colocada para fora capta moléculas de cheiro.
  • Apesar do tamanho e peso, são capazes de correr até 20 km/h, o que torna impossível para um ser humano correr de tal criatura.

E, para os mais curiosos, aqui têm algumas informações bem interessantes:
  • Até a Primeira Guerra Mundial muita gente achava que os Dragões de Komodo eram uma lenda. Então um piloto sobreviveu à queda de seu avião perto da ilha de Komodo, contando sobre os dragões.
  • Não são muitas as espécies que conseguem sobreviver a um ataque do Dragão de Komodo - entre elas estão o homem e o próprio Dragão de Komodo. 
  • Está ameaçado de extinção, com cerca de 4.000 espécimes selvagens. Por isso, o governo da Indonésia criou um santuário para os dragões ainda existentes e para suas presas naturais, no Parque Nacional de Komodo.
  • O Dragão de Komodo está no topo da cadeia alimentar em seu habitat, não possuindo nenhum predador.
Laís Madrid
Professora de Biologia

Fontes:
Komodo,veneno,saliva
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...